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Principais problemas em um setor tributário.

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Quando alguém atua no setor tributário ou executa tarefas que dependem deste setor, é possível observar os problemas ali contidos. O interessante é que estes problemas podem acontecer em outros setores tributários, de outras empresas e até mesmo em outros países. Isso acontece porque o ambiente tributário muda de endereço, mas não muda de problema.

Pensando nisso, abaixo são listados os principais problemas do setor tributário. Eles não estão enumerados por ordem de importância ou grau de impacto. Estão listados desta forma apenas para dar clareza aos pontos visualizados.

  1. Mão de obra qualificada: Pare para pensar no perfil das pessoas que atuam no setor tributário. Qual é a faixa etária? Qual é o grau de instrução e experiência? Com que frequência estas pessoas têm acesso a treinamentos, cursos e oportunidades de se atualizarem? Não há como atuar no setor tributário sem que haja uma atualização constante. É inadmissível que uma empresa cobre resultados de um funcionário sem oferecer a estrutura necessária para o seu desenvolvimento.
  2. Falta de recursos financeiros e tecnológicos: Para agravar ainda mais a situação do funcionário, não há infraestrutura necessária para que o trabalho seja desenvolvido. Faltam computadores adequados, internet, impressoras, programas de computador, servidores e demais aparelhagens necessárias para o bom desenvolvimento das tarefas.
  3. Superiores com pouca bagagem técnica: Pode parecer estranho, mas quem nunca soube ou teve um superior que tinha menos bagagem técnica e até mesmo teórica. Nem sempre esta pessoa é apadrinhada de alguém, ela pode, apenas, saber utilizar o marketing pessoal muito bem. Da mesma forma, há profissionais altamente qualificados e que não são promovidos, pois não sabem como “vender o peixe”. Isso afeta a rotina do setor, pois o funcionário, em uma situação nova, gostaria de debater o tema, resolver a questão e não tem respaldo do superior para que isso aconteça.
  4. Constante corte de custos: Nos cortes as empresas demitem funcionários, terceirizam as atividades, alteram o sistema contábil/fiscal que usam e não pensam nos custos que estas alterações trazem. Demitir um funcionário experiente é abrir de sua experiência, treinamento e sua trajetória dentro da empresa. Muitos alegam que o mercado está morno, mas quando o mercado aquecer, e ele aquecerá, quem fará o serviço? Sem mencionar, o clima organizacional extremamente tenso, pois ninguém sabe quem será o próximo a ser demitido.
  5. Alterações constantes na legislação: As alterações constantes na legislação provocam uma tensão no profissional que atua no setor tributário. Ele precisa saber o tempo todo se a legislação foi alterada e em como impactará sua rotina.
  6. Falta de rotina: Se a rotina de uma empresa é apagar incêndio, há uma clara falta de planejamento e execução. A rotina permite realizar mais tarefas com o mesmo tempo disponível. Além disso, a necessidade de foco é fundamental para uma execução com eficiência do que foi planejado.
  7. Falta de planejamento macro e micro: O que você fará ao longo da semana? O que é urgente? O que é importante? Planejar o dia, a semana e o mês auxilia na visão realista do que deve ser feito. Além disso, se eu preciso fazer escolhas, elas se basearão em que?
  8. Retrabalho: Nada mais frustrante o que fazer algo que não foi realizado corretamente na primeira vez. Seja por falta de tempo, por falta de orientação ou desleixo. O retrabalho é um gasto de tempo desnecessário e que sufoca as demais atividades que deveriam estar sendo executadas. As pessoas são mais felizes quando não há retrabalho.
  9. Capacidade de inovação: Contadores não são famosos por sua criatividade. Apesar de termos muitas normas, leis e regras a seguir o controle interno e os processos desenvolvidos podem ser realizados de forma criativa para que otimize tempo e recursos.
  10. Falta de uma política fiscal consistente: A falta de uma política fiscal de longo prazo faz com que o gestor se sinta inseguro de realizar um planejamento de longo prazo. Precisamos de políticas públicas sérias, que invistam no desenvolvimento do país no longo prazo e incentivem o gestor a crescer e competir até mesmo internacionalmente.

Estes não são os únicos problemas, mas são questões comuns aos setores tributários, independente da atividade que as empresas desenvolvam ou até mesmo do seu porte. Estes problemas necessitam ser combatidos. As empresas que são competitivas, saudável financeiramente e possuem relevância no mercado não o são por acaso.